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A Melhor Amiga da Barbie

Leishmaniose Canina - Divulgar para Prevenir.

08.06.17 | Ana Gomes

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Um animal de estimação é um amor sem explicação.

O grau de envolvimento varia de pessoa para pessoa - bem sei - mas eu tenho um respeito tão grande pelos meus cães que o que sinto por eles não é muito diferente daquilo que sinto pelas pessoas de quem gosto.

Com o meu internamento - completamente inesperado - o Vulcão acabou por vir para casa dos meus pais. Tendo esta alternativa muito confortável não fazia sentido que a logística fosse dificultada pela impossibilidade - mais do que óbvia - do Tiago poder estar com o Vulcão e comigo no hospital.

 

Aqui em casa dos meus pais - onde ainda estou até as obras da nova casa terminarem - moram também a Pipas e a Ginja e lá andam os três sempre entretidos a brincar. Já pensámos inclusive que vai ser complicadíssimo separar o Senhor Vulcão da Menina Ginja que passam o dia aos beijinhos ( mesmo... não tem explicação ).

 

O "problema" de quem gosta mesmo dos animais prende-se essencialmente com as consequências deste amor desmedido: todo o amor traz preocupação.

Queremos que estejam confortáveis, felizes, dinâmicos e acima de tudo saudáveis.

A primeira vez que vi o Vulcão com pulgas ( e foi felizmente a única ) fiquei completamente tonta. E este cão não parou de me dar sustos, a cirurgia aos olhos, o tumor ( felizmente benigno ). Todos estes cenários não tinham como ser prevenidos ( tirando as pulgas é certo... mas ele até tinha a pipeta! ). O mesmo não se pode dizer de várias doenças que podem ser prevenidas através da vacinação, as nossas cadelas têm o "plano de vacinação" completo mas o nosso miúdo ainda não tinha a vacina contra a Leishmaniose Canina, mas felizmente esta semana isso mudou: 

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Os casos de Leishmaniose Canina têm aumentado em Portugal ( não recomendo a pesquisa de imagens sobre o tema ) e a Letifend ( a vacina que o Vulcas levou ) é inovadora já que basta uma dose única anual - com imunidade para 365 dias - e não tem efeitos secundários nos nossos bicharocos. Eu estava cheia de medo deste detalhe mas, efectivamente, ele ficou impecável. 

O Dr. Vitor Severino foi super paciente - o Vulcão porta-se bem mas fica muito stressado nas idas ao Veterinário, perde imenso pelo como podem ver pelas imagens - e num instante saímos de lá com o processo todo resolvido. Aliás, desde que estamos aqui no Bombarral que tem sido acompanhado por ele no Consultório Veterinário do Bombarral ( 262 601 306 ). 

 

Deixo-vos também algumas dicas preventivas que aprendi :

Os donos dos cães devem apostar no uso de insecticidas e repelentes, colares ou pipetas, para evitar a picada do mosquito que infecta o animal.  É importante garantir ainda que o cão não é exposto ao ar livre durante as horas de maior risco de picada do mosquito, ou seja, ao final do dia. Os donos dos animais devem ainda estar atentos aos principais sinais clínicos da doença, sendo o principal sintoma a perda de pelo, sobretudo em redor dos olhos, nariz, boca e orelhas, bem como a perda de peso.

 

Vamos ajudar a combater a propagação da doença? Actuar com rapidez e uma atitude preventiva são a melhor forma de o fazer! 

 

*A Leishmaniose Canina é uma zoonose global, potencialmente letal e prevalecente na zona mediterrânea. Portugal, Espanha, França e Itália são, assim, os países mais afectados da Europa com cerca de 2,5 milhões de cães infetados por L. infantum, na totalidade. Em Portugal, o número de casos tem aumentado ao longo dos anos, especialmente nas regiões de Lisboa, Alentejo e Algarve. Estima-se que existam, actualmente, em Portugal, cerca de 2 milhões de cães, mas os especialistas apontam para alguma desinformação dos donos dos animais no que respeita à prevenção. 

3 comentários

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    Rita Narciso

    09.06.17

    A vacina são 3 doses, embora já exista no mercado a de unidose (não sei se a percentagem de protecção é idêntica - e questão de falar com um profissional). Vacinei ambas as minhas cadelas e cada dose custou-me 40 euros (os preços oscilam um pouco de veterinário para veterinário) a primeira fica sempre um pouco mais cara (+/- 60) porque eles realizam um teste antes para verificar se o animal já tem a doença ou não. Eu também acho um bocado caro, mas acho que vale o investimento. Depois é só preciso um reforço anualmente.
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    Anónimo

    10.04.19

    O tratamento é bem mais caro, só existe um laboratório a produzir o medicamento, a Virbac, e normalmente, o primeiro tratamento custa entre 160€ e 260€, mais coisa, menos coisa. O tratamento é feito por etapas e para toda a vida do cão. Com sorte, poderá necessitar só de um ou dois tratamentos, mas depende de caso para caso. Além deste medicamento, também terão que ser administrados outros ao longo da vida do animal, mas estes são bastante mais baratos. Com este tratamento, o animal poderá ter uma vida normal até ao final do seu ciclo. A Leishomaniose canina, não é contagiante para o ser humano, no entanto, também nós podemos contraí-la através da picada do mosquito. A ameaça é real e no ser humano, normalmente, ataca de imediato os órgãos internos como o fígado por exemplo. Digo isto, porque infelizmente, o cão da minha filha contraiu a doença e fomos obrigados a investigar e a aprender. A fase mais activa do mosquito, é ao nascer e pôr do sol e durante a noite. Reproduz-se, não em águas paradas, mas em matéria orgânica em putrefacção, excrementos, e noutros materiais como entulhos, etc. O resto, acho que já foi dito (e muito bem) pela autora do texto a quem dou os meus parabéns. Protejam-se e protejam os vossos animais da melhor forma possível para não terem que passar pelo mesmo que nós.
    Os melhores votos de saúde e boa disposição para os que me lêem e para os vossos amigos patudinhos.
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