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A Melhor Amiga da Barbie

Das tempestades e das coisas que contam.

30.10.13 | Ana Gomes


É um exercício difícil. 

Muito difícil. 

Este de contar os arco-íris em vez das tempestades. 


No imediato temos sempre tendência para nos focarmos no que nos faz sofrer. No que dói. 

Olhamos para um momento e tiramos a crosta da ferida quase - ou aparentemente - sarada. 

Choramos ou sorrimos. De felicidade ou por ironia. 

Tanto faz. Pouco importa. Tudo conta. Nada nos acalma. 


Porque é que afastamos as pessoas que nos fizeram mal, quando noutro momento nos fizeram tão bem? Porque é que as arrancamos da nossa vida? 

Haverá quem pergunte, mas porquê mantê-las? 

O mesmo com as situações que correram menos bem. Nem sempre com pessoas, mas com momentos. 

E o que foi bom? E o que soube bem? Conta? E para quê? Para aumentar o sofrimento? Porque acabou e não é recuperável? 


Tudo é entendível. Tudo deve ser compreendido. Melhor ou pior cada um sabe - ou tem de - lidar com a sua dor. 

E se eu sinto que já tive milhões de tempestades, o dia acaba sempre melhor quando deito a cabeça num arco-íris. 

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