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Não é a quantidade absurda de photoshop que ela tem em cima que me deixa a pensar nestas fotos.
São mesmo as jóias lindas, lindas, lindas da Dolce&Gabbana.
*suspiros*
Passei o dia de hoje não a pensar no que gostaria de fazer este ano, nem tão pouco a alinhar compromissos com o universo neste recomeço...
Mas a tentar rever na minha cabeça o ano que passou.
Não consigo. Vejo o ano como uma papa, um todo em que não consigo bem distinguir os ingrediente. Não tem açúcar a mais, e está bom de sal. Há pequenas dentadas mais amargas, mas no geral é sensaborão.
Sem grandes convicções ou certezas - não vá isto de um momento para o outro dar uma grande volta - acho que este foi o ano em que aprendi a viver "sozinha", e essencialmente a encolher os ombros. O ano em que relativizar e seguir caminho foi mais fácil. E em que consegui encontrar uma saída racional para os meus momentos menos simpáticos... Na prática sou uma pessoa que imagina o pior dos cenários, os "não vai correr bem" ou "vou-me sentir mal" isso não mudou... o que mudou foi o "bom... se me sentir mal paro. se me sentir mal respiro fundo. se precisar de chorar... choro!". E esta coisa que parece pouca foi determinante.
Dei um abanão gigante na minha vida profissional e ainda não consigo medir as consequências disso, foi o ano em que tive "coragem para...".
Foi um ano bom de viagens. E as poucas pessoas que este ano me trouxe são maravilhosas. O que vai equilibrando a balança dos números anteriores. Dúvido que em algum momento tenha escrito tanto ou aprendido mais do que nestes últimos 365 dias.
Sentir? Senti pouco.
Reafirmei a certeza de que desistir não tem de ser necessariamente uma coisa má, que chorar não é ser fraco e ser sensível muito menos. Todas estas coisas podem ser complicadas, ou obrigar o sistema imunitário da psique a ser mais forte. Mas é uma forma de ser.
Estou a crescer. Daqui a poucos dias faço anos essa é na realidade a "passagem de ano". E aprendi sobre a vida uma coisa :
É fácil afirmar que queremos isto ou não queremos aquilo quando temos possibilidade de escolher, mas que todas as certezas são postas em causa a partir do momento em que somos privados em definitivo dessa opção.
As coisas boas deste ano? A minha família, as nossas viagens, ver o meu blog crescer e as oportunidades que vão aparecendo, a interacção que criei convosco, Lisboa ser a melhor cidade e ter tido visto finalmente que o Porto é uma cidade bonita.
Mas o melhor mesmo foi poder ter estado aqui para ver as pessoas de quem gosto a crescer comigo, a conquistar coisas que tanto desejavam, a ver a vida ganhar contornos mais definidos. Afinal estamos todos a crescer muito depressa. E poder ver e sentir isso é do caraças.
Em todo o caso este é apenas um "shot" daquela papa toda. Existem coisas inesquecíveis que serão relembradas sempre. Mas não agora.
Espero que o vosso ano tenha sido simpático. E que 2014 seja um mundo de oportunidades!
Ontem no Lux cruzei-me com a Dona Rosa - a senhora responsável pela limpeza do pedaço - quando me viu ficou meia confusa. Depois abraçámo-nos e disse-me Bom Ano Minha Querida, andas desaparecida. Mas é como o ditado diz "O Bom Filho À Casa Torna."
É verdade Dona Rosa...